Uma nova rotina


Bem, deixem-me cá limpar o pó a este blog e apertar as peças, a ver se agora é que começo a entrar no ritmo outra vez! 

Estar tanto tempo sem publicar fez-me mal. Levei eternidades a escrever os últimos posts, parece que já nem sei escrever textos longos, falar para vocês! Estão a ver quando passam meses sem falar com uma amiga e, quando finalmente marcam um café, a conversa já não flui como dantes? Por aqui passa-se algo muito semelhante mas, tal como as amizades, quando faz sentido e vale a pena, é para continuar! E o 18 and a life continua a fazer sentido para mim... para vocês também?


Senti falta deste espaço sobretudo para desabafar e espairecer. Desde que comecei no novo trabalho a minha rotina mudou e os primeiros meses foram bastante stressantes, em parte porque tenho alguma dificuldade em lidar com as mudanças e alterar os meus hábitos. Foram muitas as situações que me criaram ansiedade mas, quase 5 meses depois, começo finalmente a sentir-me mais tranquila em relação aos meus chefes, colegas, horários e falta de tempo livre. Não me arrependo de ter mudado para esta empresa, apenas tenho demorado a adaptar-me e a perceber como trabalham... 

Actualmente saio do trabalho por volta das 19h, vou ao ginásio participar nas aulas das 19h30 (que variam entre pilates, step, fitness, zumba...), chego a casa pelas 20h30 e é fazer o jantar e almoço do dia seguinte, comer, tomar banho e relaxar um pouco, geralmente a ver Downton Abbey sozinha ou Orange is The New Black com o Zé. Vou para a cama por volta da meia-noite e, na manhã seguinte, resmungo sempre que devia deitar-me mais cedo, ahahah

Ao fim-de-semana não trabalho, mas passo grande parte do tempo a fazer coisas que não consegui durante a semana, e que vão de tarefas domésticas, a ir às compras, passando por projectos relacionados com a casa, como melhorar o jardim e fazer DIYs.

Com tudo isto as semanas passam num foguete! Assusta-me que o tempo me fuja com tanta facilidade e dou por mim muitas vezes a pensar que, se já tenho tantas coisas para fazer e tão pouco tempo agora, como será a minha vida quando tiver filhos! Mas, se as coisas correrem como espero, ainda faltam alguns anos até essa preocupação se tornar real, ahahah.

No meio disto tudo espero conseguir voltar a encaixar posts novos aqui no blog e visitas regulares aos vossos. Há muitas coisas das quais vos quero falar e tantas outras para vos mostrar, por isso ideias não faltam!

Vemo-nos no próximo post? :)

Copo menstrual - a minha experiência

Essa "coisa" esquisita, uma invenção excêntrica e uma alternativa radical aos tampões, que parece tão grosseira, tão grande e desconfortável! 

Foi assim que eu defini o copo menstrual quando o conheci, há uns 3 ou 4 anos. Além do seu tamanho, o que mais me intrigava era o facto de acumular a menstruação sem a absorver, ou seja, ela fica lá e temos de a verter e lavar o copo - contactar com ela. Blac!

Por outro lado, este 'acessório de higiene pessoal' (não sei como lhe chamar...) parecia-me uma alternativa bem mais prática, ecológica e à prova de esquecimentos, o suficiente para me manter curiosa.
imagem: health.onehowto.com
O que é o copo menstrual?
Uma alternativa aos tampões e pensos higiénicos. Trata-se de um pequeno reservatório em forma de funil, feito de silicone cirúrgico e, por isso, hipoalergénico e maleável. Apresenta como principais vantagens ser reutilizável, amigo do ambiente, duradouro, mais confortável e prático que os absorventes comuns. 

Com o passar do tempo fui digerindo o conceito do copo menstrual e reconhecendo as suas vantagens. Passei de descrente a querer experimentar, perceber como funciona e se realmente é assim tão eficaz!

Preconceitos ultrapassados, o início deste verão foi o pretexto ideal para dar o primeiro passo: não queria repetir o desconforto que é usar pensos higiénicos nos dias de maior calor, e andava a evitar os tampões por sentir que "me secam por dentro". Sentia-me corajosa o suficiente para encomendar um, e fi-lo com uma vendedora minha conhecida que já me tinha falado maravilhas dele - ao contrário da ginecologista que consultei uns meses antes.

imagem: teenvogue.com

Recebi um copo menstrual lilás igual ao desta imagem (desconheço a marca, parece-me até ser "de marca branca"), no tamanho mais pequeno, que me custou 21€.

Existem vários tamanhos de copos, pensados em mulheres com diferentes características: idade, condição física, nº de partos, etc. Podem ser comprados a revendedores, online e em farmácias e para-farmácias, com preços a rondar os 25€.

Umas semanas depois, com a chegada do período, chegava também a hora de o usar!


Uma primeira vez (muito) intimidante


Eu sabia que o copo menstrual implicaria uma "introdução mais invasiva" (digamos assim...) que o tampão. Mas, apesar de usar tampões praticamente desde sempre, com ou sem aplicador, eu não estava à espera que a primeira vez fosse tão complicada!

Tendo em mente as instruções da vendedora e do folheto, molhei-o com água, dobrei-o e tentei colocá-lo como se fosse um tampão. Não resultou, porque se desdobrava, não entrava, não subia... Repeti uma e outra vez e percebi o porquê: além de ter de ser segurado de outra forma, temos de acompanhar a entrada total dele - esclarecendo: precisam mesmo de estar à vontade com o vosso corpo e inserir os dedos, por mais estranho que isto soe (vejam a ilustração).

Depois de muita paciência e tentando relaxar, finalmente consegui colocá-lo... mas sentia-me desconfortável. Tal como acontece com os tampões, seria um sinal de que não estava bem posto, por isso teria de o tirar e colocar outra vez. E foi um drama: ELE ESTAVA PRESO DENTRO DE MIM! Parecia que não queria sair, por causa do vácuo que é suposto ele criar, quanto mais eu o puxava pela patilha, mais ele me puxava a mim por dentro (sensação muito estranha)... o meu maior medo era real!!!

Fiz uma pausa para respirar fundo e procurar dicas na internet. Novamente, com muita calma - e à vontade! - introduzi os dedos para o segurar um pouco mais acima, apertei-o para libertar o vácuo e lá consegui puxá-lo para fora. ALÍVIO.

O pior tinha passado, agora tinha de voltar a introduzi-lo. Tentei novamente e, apesar de continuar a sentir que ele estava ali a mais, já não me sentia capaz de repetir tudo outra vez. Convenci-me que ele ia acabar por "ir ao sítio" sozinho, e segui com a minha vida.


Durante o dia não aconteceu nada de estranho: não houve corrimento, ele não saiu do sítio, consegui fazer xixi normalmente, mas era quando me sentava que o copo me incomodava mais, chegando ao ponto de magoar dependo da minha posição.

imagem: femininewear.co.uk


Para grandes males, grandes remédios


Foi assim durante esse dia e o seguinte: stress na hora de tirar e de pôr, e algum desconforto enquanto estava a usá-lo. Mas não ia desistir, sabia que muito provavelmente estas dificuldades eram só uma questão de prática... ou alguma coisa estava errada.

Voltei a pesquisar na internet, para perceber se estava a fazer tudo bem, e cheguei a uma conclusão: podia ser a patilha a causa do desconforto, por ficar de fora, ali sempre em contacto com os lábios, a causar fricção quando me sentava e cruzava as pernas. 

Várias raparigas cortam a patilha do copo menstrual, mas isso estava a parecer-me arriscado: depois como é que o ia tirar, quando já era uma luta tão grande? Decidi cortar só metade, afinal não era preciso ela ser tão comprida, e experimentei. Melhorou o conforto, mas ainda assim sentia ali alguma coisa a mais. Já sem grande paciência e pronta para tudo, cortei o resto da patilha, certificando-me que não estava a cortar o fundo do próprio copo. Voltei a colocar e até estranhei: já não sentia nada!

O drama do desconforto estava resolvido, mas claro que a falta de patilha implicava que eu fosse mais invasiva a tirá-lo de dentro de mim...


3 meses depois


Eu estava certa: com o tempo a minha prática com o copo menstrual foi melhorando. Há alturas em que ainda me custa um pouco a tirá-lo ou a colocá-lo (mais pela questão psicológica), já cheguei a magoar-me com as unhas (uma amiga que também começou a usar diz que as luvas de látex são uma boa ajuda), mas não tem havido corrimentos-surpresa, é mais confortável que o tampão, não cria odores estranhos e aguenta o fluxo durante mais tempo.

No primeiro e últimos dias da menstruação uso um penso diário (porque o fluxo é tão pouco que não justifica usar o copo) e entre esse tempo a rotina repete-se: coloco o copo de manhã e só o despejo quando volto a casa, depois de um dia de trabalho, lavando-o em seguida com água; coloco-o novamente e só tiro na manhã seguinte. Mas há dias em que varia consoante o fluxo: já senti necessidade de o despejar a meio da tarde.

Posso dizer que não estou arrependida e não penso em voltar aos tampões nem pensos higiénicos! Não imaginam a tranquilidade que é não ter de andar com absorventes atrás ou ter mini-ataques cardíacos quando nos esquecemos: a única coisa que precisamos está [literalmente] sempre connosco nos dias críticos.

Mas, como repararam com este meu testemunho, o copo menstrual não é algo que se adore à primeira. Parece contra-natura, temos de nos certificar que se desdobra quando estiver dentro de nós, que cria vácuo, que está bem colocado, ter cuidado a tirar... posso mesmo dizer que não é para todas, mas vale o investimento de dinheiro e paciência porque, fora isso, torna a menstruação mais tranquila - até nos esquecemos que o estamos a usar (um cliché, eu sei)!

No final da menstruação, basta fervê-lo em água por 2-3 minutos* (como se faz com os biberões e chupetas dos bebés), e guardar até ao mês seguinte!
*não façam como eu, que me esqueci do copo por 20 minutos - quase ficava sem ele.
Imagem: thankyourbody.com

Para quem ainda ficou intrigada e com dúvidas, deixo-vos mais algumas noções...

Dicas para quem quer usar o copo menstrual


  • Pesquisem bastante sobre o assunto, para se certificarem de que estão preparadas para o usar;
  • Comprem o copo de uma marca de confiança e no tamanho certo (consultem o vendedor);
  • Preparem-se para "medidas drásticas" no momento de tirar e pôr o copo - o que no fundo não é nada de tão horrível assim, trata-se do vosso próprio corpo;
  • Pesquisem formas de dobrar o copo de forma a ser mais fácil inseri-lo - usar lubrificante também ajuda;
  • Tirem e voltem a colocar as vezes que forem necessárias até sentirem que está bem encaixado;
  • Usar luvas de látex (tipo aquelas de médico) para pôr e tirar pode facilitar muito e evitar que se magoem com as unhas;
  • Usem também um penso diário nas primeiras vezes, pois pode haver algum corrimento se ele não estiver bem colocado;
  • Ainda que vos custe dar 20 ou 30€ por um, saibam que um copo menstrual pode durar até 10 anos;
  • É perfeito também para quem pratica exercício físico.

Se ainda vos restam dúvidas, não hesitem em perguntar nos comentários! 
Como sei que algumas de vocês que me lêem também usam o copo menstrual, desafio-vos a deixar aqui a vossa experiência e dicas! :)

[até na decoração] Menos é mais


Neste verão li um artigo sobre a cultura do minimalismo. Foi numa revista feminina (não me lembro qual) e apresentava entrevistas a 2-3 mulheres que tinham optado por um estilo de vida mais simples, baseado apenas no que é essencial ao dia-a-dia. Essa escolha passava não só pelo guarda-roupa, como também pelas embalagens de alimentos e decoração da casa - neste artigo do Observador podem conhecer um exemplo que dá que pensar.

A cultura do minimalismo não é novidade, está bastante em voga nos últimos anos, mas quantos de nós entendemos a sua essência? Quantos de nós a conseguiríamos pôr em prática? Num mundo onde somos constantemente aliciados para ter, comprar e acumular, o minimalismo pode ser um verdadeiro desafio!

Se ainda hoje penso nesse artigo que li, por alguma razão será. Tem sido inevitável olhar para o que me rodeia e concordar que, de facto, menos é mais
Um bom exemplo é a forma como tenho vindo a decorar a minha casa: com artigos acessíveis, ao meu/nosso gosto, comprados aqui e acolá, tentando respeitar o ambiente e cores que defini para cada espaço. Mas, à medida que compro as coisas e as coloco no sítio destinado, sinto que a minha casa está a ficar atolada de tralha! Tenho comprado tanta coisa insignificante, muitas vezes só porque é barata, que tenho vindo a perder o foco e, provavelmente, desperdiçado dinheiro.

Então decidi: chega de andar a fazer rondas às lojas X, Y, Z, à procura de "mais alguma coisa" para decorar a casa, só porque tenho uma vontade quase incontrolável de comprar! É preferível reservar esse dinheiro para, tempos depois, investir em alguma coisa que valha mesmo a pena, com utilidade, e que tenho vindo a adiar por causa do preço - como uma carpete para a sala-de-jantar, um móvel e papel de parede.

Com esta consciência de que é preferível ter menos mas melhor, penso que conseguirei tornar a minha casa mais harmoniosa. Porque o minimalismo é isso mesmo: com pouco, conseguir fazer muito, melhorar a nossa vida e a forma como nos sentimos.

Por isso, se estão agora a começar a decorar o vosso espaço, fica a dica: não se entusiasmem demasiado! Coisas giras e baratas há por aí quase ao pontapé, mas não queiram tornar a vossa casa num expositor. Deixem-na respirar, respeitem os espaços vazios, e vão perceber que faz mais sentido assim :)

Boas decorações e... keep it simple!

imagens: Pinterest
este post contém um link para uma parceria

Na quermesse é que está o ganho


Ok, eu tenho noção que este título pode soar um pouco saloio! Mas vão já perceber que não podia adequar-se melhor ao que tenho para vos contar...

Sejam da aldeia ou da cidade, tenho a certeza que já foram a festas populares. E como manda a tradição, todas as festas populares têm a sua barraquinha de quermesse, ou seja, um bazar de artigos a sortear através de rifas com um valor simbólico: geralmente 0,50€ ou 1€.

Se nunca foram a uma quermesse, não conhecem a emoção que é estar prestes a ganhar uma travessa de cerâmica, um candeeiro de mesa ou, eventualmente, um penico!

Há quermesses que valem a pena, por terem artigos muito cobiçados, e outras que só têm cacarecos, que mais parecem a sobra de outras quermesses. Felizmente, no passado fim-de-semana fui a uma das primeiras, inicialmente sem grande expectativas.

Uma amiga, que já lá tinha ido minutos antes, disse-me que tinham coisas boas, de uma fábrica onde o irmão tinham estagiado. A juntar a isso, o sorteio funcionava de uma forma diferente: por cada 0,50€ rodavamos uma espécie de roleta que tinha marcado os números de 1 a 10; esses números correspondiam a secções de artigos expostos, dentro das quais podíamos escolher um a nosso critério

Era a primeira noite de festa, havia muita variedade, alguns artigos interessantes, por isso os 0,50€ iam render!

Joguei 3 vezes, entrei dentro da quermesse para ver melhor a oferta e garantir que escolhia bem (momentos decisivos!), e saí de lá bastante satisfeita. Levei os artigos para o carro, fui jantar e não pensei mais nisso - mentira, fiquei a pensar em lá voltar para jogar mais algumas vezes, ahahah!

No dia seguinte partilhei a novidade no Instagram...


... e só nesse momento é que percebi os achados que tinha trazido para casa! 

Tirando o jarrão azul, os outros artigos tinham escrito "Kähler" por baixo. Procurei a marca no Instagram e, para minha surpresa, existia e tinha fotos incríveis! Cheguei ao site (também ele muito bem construído e apelativo) e ao preço real dos artigos que eu tinha trazido por 1€... e fiquei eufórica!


O preço real dos artigos que trouxe da quermesse:

jarrão à esquerda: PVP 74,90€
candelabro: PVP 29,90€
pote/vaso ao meio: PVP 54,90€
pote/vaso à direita: PVP 29,90€

Mas como é que isto aconteceu?

Regra geral os artigos dispostos nas quermesses são refugo de fábricas, que os oferecem à organização das festas para estas conseguirem angariar mais algum dinheiro.

Como tal, estes artigos apresentam pequenos defeitos: o pote/vaso mais pequeno está ligeiramente lascado no gargalo, o pote/vaso maior e o candelabro têm algumas riscas menos brilhantes, e o jarrão poderia ter sido artigo de exposição, já que não encontro nada de errado nele...

No fundo são defeitos que passam despercebidos e que valeram uma redução significativa de preço. Mas não pensem que tive sorte nos números que me calharam: agora sei que aquela quermesse estava cheia de artigos da mesma marca!


Para o ano podem apostar de estarei batida naquela quermesse novamente! Até lá, vou estando atenta a esta marca, por exemplo, no Showroomprive, para comprar mais artigos a preços reduzidos. Se souber de alguma coisa, aviso-vos! :D

Jantar do Dia do Blog {31/08}

Foi em meados de Janeiro que recebi um email da Telma e o Pedro, do blog Ela e Ele, a convidar para um jantar de bloggers a acontecer no dia 31 de Agosto. Estavam meio ano adiantados e muito ansiosos, e eu, apesar de não saber como seria a minha vida nesse verão, achei uma excelente ideia!
Queria ir sobretudo pela vontade de conhecer pessoalmente este casal, com quem já troquei muitos comentários e mensagens, e também para conhecer pessoas/bloggers novas, sítios diferentes, e passar um bom tempo a falar do que nos une. 

O momento em que estive quase para não ir...

Os meses foram passando, sempre com novas actualizações acerca do jantar a chegarem por email, mas estava a falhar-me um detalhe importante que só percebi na semana anterior ao dia marcado: o jantar ia ser a uma quarta-feira!
Como disse no live que gravei no Facebook, o facto do jantar ser durante a semana, em Lisboa e eu não estar de férias, dificultava as coisas, já que que trabalho em Leiria e normalmente não saio antes das 19h....
Depois surgia outra dificuldade: ir e vir de Lisboa à noite, pela primeira vez de carro e sozinha, era algo que me deixava pouco à vontade a mim e ao Zé. A solução era ele ir comigo e participar também no jantar - o que, como podem prever, não fazia parte dos planos dele.
Mas eu queria muito ir, e tinha de arranjar maneira! Ao fim de alguns dias lá consegui convencer o Zé a ir comigo e, no próprio dia, tratei de entrar mais cedo no trabalho e adiantar tudo para que, assim que fossem 18h, eu saísse em direcção a Lisboa.

A chegada...

O jantar estava marcado às 19h45 no restaurante do Hotel Fénix, na Marquês de Pombal. Eu e o Zé chegámos 30 minutos depois, mas fomos muito bem recebidos pela Telma e pelo Pedro, e apresentados aos restantes convidados, que nos desculparam o atraso! :D
O grupo era mais pequeno do que eu imaginava (houve desistências de última hora...), mas muito bem disposto e com algumas caras já minhas conhecidas. A mesa estava posta com detalhes lindos pensados pela Pims Cake Design, a empresa organizadora que ajudou a Telma e o Pedro a tratarem de tudo, e havia sacos de brindes pendurados nas cadeiras.
Mas não havia tempo para isso agora: estávamos cheios de fome!

Um jantar muito agradável...

Vou confessar-vos uma coisa: quando soube que o jantar ia ser no restaurante de um hotel, fiquei com ainda mais vontade de ir! 
Toda a gente sabe que a comida de hotel é excelente, e o buffet do Hotel Fénix não desapontou em nada: uma mesa farta de entradas, 2 opções de prato principal (bacalhau e vitela) e várias sobremesas super apetitosas. 
Os funcionários eram super prestáveis e bem-dispostos, estavam sempre a perguntar se precisávamos de mais alguma coisa e metiam-se connosco. O espaço também não podia ser melhor: ficámos sentados numa área semi-privada e o ambiente era muito tranquilo.
Comida excelente, bom atendimento e espaço acolhedor: 3 razões para voltar! :D

Hora da festa!

Depois de bem servidos, o convívio continuou no HF Fénix Music, logo ali ao lado, num terraço incrível com piscina, bar e vista sobre a cidade. Adorei o espaço e fiquei com muita vontade de lá voltar pela altura do pôr-do-sol, que deve ser a melhor!
Estava vento, mas havia mantinhas e não era o frio que nos ia impedir de acabar a noite em grande! Ficámos a conhecer-nos melhor, a tirar fotos e a deliciar-nos com os cocktails que o bartender nos preparou com todo o profissionalismo.

A video posted by Sara Silva (@sara7silva) on

A video posted by Marta Santos (@martassantosg) on

Os agradecimentos...

Foi uma grande noite! Vou aguardá-la na memória sobretudo pelo bom ambiente e dedicação das pessoas que a tornaram possível:
  • A Telma e o Pedro, que foram incansáveis na organização do evento e angariação de parcerias;
  • Os Hotéis Fénix, pela fantástica recepção e profissionalismo;
  • As parcerias, pela generosidade nos brindes oferecidos (dos quais falarei noutro post);
  • As bloggers presentes, que gostei de conhecer e espero encontrar num novo encontro!
» Podem ler e ver mais sobre o evento neste post do blog Ela e Ele, onde falam de tudo a pormenor. As fotos deste post também são deles, já que eu deixei a máquina em casa e não dei grande uso ao telemóvel.
Da direita para a esquerda:
Tânia do Chocopink, Marta do Flowers and lipsticks, Teresa do Girls & Bangs, Joana do Saltos de Cristal, Tânia do My Sweet World e, finalmente, Pedro e Tânia do Ela e Ele (falta ainda a Daniela do Cidade do Pecado, que já tinha ido embora)

Para o ano há mais, está prometido! :D

És tu quem me segura


O mundo é um sítio confuso, não estou a dar novidade nenhuma. Confuso o suficiente para nos fazer duvidar de nós próprios, de quem somos e do que cá andamos a fazer. 

O mundo pode também ser um sítio assustador. Quando tudo à nossa volta parece ilusão, quando o chão nos foge, quando nos sentimos desamparados, descrentes e, tantas vezes, à beira do desespero.

Nesses momentos procuramos algo, alguém em quem nos apoiar, que nos segure e assegure que dias melhores virão. Eu tive a sorte de conhecer a pessoa certa no momento certo da minha vida, e de a manter até hoje. Ou melhor, de ser mantida até hoje por ela, apesar de alguns tropeços. 


Foste tu quem eu conheci há 8 anos, com receio de me dar a conhecer. A expectativa era alta mas não mútua e eu, desajeitadamente, aprendi a lidar com isso. Sabia que valias a pena (não é passado: continuas a valer a pena) desde o momento que trocámos as primeiras palavras, ainda que, inicialmente, separados por ecrãs. Tenho a certeza que também sabias, sempre foste melhor que eu no que toca a intuição.

E por intuição, persistência ou teimosia, as conversas continuaram, cada vez mais próximas, mas ainda não o suficiente. Dificilmente o suficiente. Sei que não gostas de falar disto, mas entendes como eu sou saudosista e insisto que é o passado que faz a nossa história, não entendes?

Também sei que sabes que entretanto já comecei a chorar a escrever isto. É inevitável. Sabes que, se eu tentasse dizer-to frente a frente, a minha garganta ia bloquear e a voz não ia sair. E então tu, com esses olhos de quem me lê tão bem, perguntavas: "O que se passa?" e abraçavas-me. Ficávamos os dois a chorar, porque somos uns moles, apesar de o disfarçarmos a maioria das vezes. Que choramingas, hã?


A verdade é que eu sinto-me sempre esmagada quando penso em nós, no que passei contigo ao meu lado, no que passámos juntos. Pormenores e males maiores durante estes 7 anos de relação, que só nos puseram à prova, revelaram quem somos, e nos fortaleceram. Coisas boas e más, causas internas e externas, viagens, horários, idas, vindas, separações, uniões, certezas, incertezas, mas nunca meias-certezas! Porque entre nós não há metades: ou é por inteiro, ou não vale a pena.

Foste tu quem me ensinou isso, com essa segurança que invejo. Com a atitude de quem conhece o caminho a seguir, de quem pouco hesita, de quem sempre soube o que quer e o que vai ser. 

Juro que às vezes me sinto um estorvo, uma distracção a essa tua determinação. Tu sempre foste melhor que eu em tantas coisas, sobretudo nas que mais importam, e sabes como morro de medo que os meus defeitos, as minhas fragilidades, pesem mais do que podes suportar. Mas temos encontrado pontos de equilíbrio, não é verdade? Tens-me segurado bem, e eu tenho mantido-te seguro. Eu sei que não seriamos os mesmos um sem o outro, e não quero conhecer essas outras versões, tenho a certeza que não valeriam a pena, apesar do mundo lá fora as enfatizar.

Sim, estou a escrever em código, em meias-palavras, porque não gostas de te expor, de nos expor. E tens razão: não há necessidade disso. Só nós é que sabemos, porque somos nós que vivemos, e não interessa ter plateia ou assembleia, a discutir o que não sabem e não entendem. A nossa relação é a dois e, a dois, nunca fomos de mais nem de menos.

Será que vais ler isto até ao fim? Eu sei que vais, mas não à minha frente, e não quando eu sugerir. Depois de todo este tempo ainda não percebi porque és assim, mas não faz mal: eu até gosto, tem um certo encanto.

Meu amor, obrigada por tudo. Desculpa. Eu amo-te. (sim, ainda com a voz presa)

2016 - Num passeio por Lisboa

pessoal | Sumiço de verão


Sinto-me envergonhada por ter escrito o último post em Junho e, desde então, nunca mais cá ter posto os pés. Mas desta vez não é a desculpa da treta de "Ah e tal, não tenho tido ideias de posts", porque a verdade é que, desde que comecei no novo trabalho, não tenho tido grande tempo livre - uuhh, que adulta.

O normal seria trabalhar apenas 8h/dia, mas tenho feito mais que isso. Umas vezes porque ainda estou a adaptar-me à nova rotina, outras vezes porque há muito que fazer e não gosto de deixar trabalho a meio. Mas não me posso queixar: trabalhar nesta empresa era mesmo o que eu queria, e todas as semanas têm valido a pena!

Várias coisas mudaram desde que comecei a trabalhar lá: durante a semana não consigo fazer muito mais que trabalhar, fazer o jantar, tomar banho e dormir e, ao fim-de-semana não apetece ficar em casa a escrever para o blog quando lá fora o tempo está tão convidativo, certo? A juntar a isso, o meu PC está mais lento que nunca, e ultimamente até tenho desistido de o ligar.

Espero que lá para o Outono a minha vida desacelere um bocado e eu consiga voltar a publicar aqui, porque tenho sentido falta. Até lá, aproveitem o verão ao máximo! :D